AVISO SEM IMAGEM
Senhores, não se matem de desespero. Ando em trabalhos esforçado, de maneira que só devo aparecer por aqui na semana que vem. Faço votos de que consigam sobreviver sem mim. Abraços.
Senhores, não se matem de desespero. Ando em trabalhos esforçado, de maneira que só devo aparecer por aqui na semana que vem. Faço votos de que consigam sobreviver sem mim. Abraços.
Não há lógica na vida, não há lógica na gramática — coincidência, aliás, que não deixa de ter sua lógica. Alguém saberia me dizer por que o sujeito não pode falar “um de maio” ou “um de setembro”? “Primeiro de setembro”, corrige o interlocutor. “E trinta e um de setembro?” “Pode”. “De maio?” “Também”. “Um, [...]
Nada feito. Tentarei asteriscos da próxima vez. Enfim, agora vou de travessão e dois-pontos — rematemos o texto:
Se toquei no assunto da permanência de hábitos religiosos e repeti ao longo de cinqüenta linhas no primeiro post desta interminável série o que todos já haviam entendido desde o primeiro parágrafo, com exceção talvez dos leitores de [...]
E as eleições americanas? Eu sei, prometi um ensaio sobre a história da azeitona em nosso país e a função erótica dos parênteses, mas já que estamos no assunto “minorias que menstruam”, não poderia me furtar a contar de minha alegria pela eleição das primeiras orelhas de abano afro-descendentes para comandante-em-chefe do exército americano.
Uma revolução [...]
Todos estão de prova como, havendo feito uma introdução performática que não me envergonharia num ménage com a Cicciolina e a Deep Throat e tendo comido já a pizza de alface com acerola, digo, escarola (ou aquilo é acelga? Tinha jeitão de acelga, sempre confundo), o que levou este post a se desdobrar, me preparava [...]
As religiões estão em constante movimento. Não me refiro, lógico, apenas ao de flexão dos joelhos, de autoflagelação ou de mandar advogados ao fórum para se defender de processos por pedofilia.
Tampouco aludo exclusivamente àquela que, a meu ver, é a mais interessante das inquietações místicas: o sexo tântrico — modalidade de arrebatamento espiritual que pratico [...]
Fazer humor, no Brasil, consiste basicamente em cair de uma cadeira ou soltar um pum. De preferência com ruído. Daí algumas pessoas em nosso país preferirem ser chamadas de cornas a humoristas. Aliás, chamar alguém de corno também consiste numa forma especialmente brasileira de provocar risos. Sobretudo se você não é o corno. Ou não [...]
6. So Near, Yet Sofá
Eu sei, vocês não acreditaram. “Quanto exagero! Nossa, ele é desumano! Por que dizer barbaridades da moça, meu Deus? Ela é tão bonitinha, meiga e simpática. E ainda por cima tem olhos azuis. Uma moça de olhos azuis, imaginem, fazer isso por conta de uma bolacha!” Pois é, não os culpo. [...]
4. Onde se Comprova a Verdade do Eclesiastes: Tudo é Vaidade Debaixo do Teto do Primeiro Andar
Aqui, podemos ver como três criaturas extremamente exibidas atrapalham a foto que tento tirar da minha estante de livros. E olha que tinha colocado as edições de Goethe, Homero e Virgílio, todas no original, com as capas viradas para [...]
Dias atrás, após negociações intensas com as baratas e algum oferecimento de propina aos ratos, abrimos a mansão para receber convidados ilustres, queridos e simpáticos — e Branco Leone também. A reunião foi barulhenta, desnecessária e desagradável. Essa, pelo menos, é a opinião consensual dos vizinhos.
Abaixo, descrevo os cinco momentos mais marcantes do encontro. Coincidentemente, [...]