CLÁSSICO ITALIANO – SEGUNDO TEMPO
VIRGÍLIO: Muito bem, amigos, voltamos a falar ao vivo do Circus Maximus, e já vamos imediatamente ao Senado, onde Plutarco está ao lado do principal dirigente da equipe que enfrentará César. Qual a expectativa de Pompeu para a verdadeira guerra em que se transformou esse jogo, Plutarco?
PLUTARCO: Bom dia, Virgílio. Bem, vamos ouvir da boca do próprio comandante o que ele tem a dizer. E então, Pompeu, tudo bem?
POMPEU: Tudo na santa pax romana.
PLUTARCO: Bom, pra começar, uma polêmica. César diz que seu time é muito agressivo. E você, que cê tem a dizer sobre seu selecionado? Joga bruto ou não joga?
POMPEU: Bruto pode até jogar. Mas não é de apunhalar o adversário pelas costas.
PLUTARCO: Você acha que vai conseguir neutralizar os famosos ataques do adversário?
POMPEU: Não chegamos na final por acaso, né? Se estamos aqui hoje foi graças às belas vitórias sobre sírios e palestinos. Além disso, a gente tem a vantagem de jogar dentro de casa. Acho que é manter a defesa postada e partir pro contra-ataque rápido.
PLUTARCO: Você não teme César? Afinal, trata-se de um cônsul experiente.
POMPEU: Talvez seja um cônsul experiente. Mas não é nenhuma Brastemp. Só temo a deslealdade. Todo mundo sabe que César é um tremendo filho de uma loba!
PLUTARCO: Err… Hmm…
POMPEU: Desculpe, Plu. Não vai tornar a acontecer. Prometo não mais perder a cabeça.
PLUTARCO: Alguma marcação especial?
POMPEU: Nos últimos treinamentos, repeti incessantemente a meus atletas: “marca Antônio, marca Antônio!” Só assim poderemos defender nossa cidadela dos petardos de longa distância.
PLUTARCO: E a formação da equipe, você poderia adiantar?
POMPEU: Bem, nós vamos entrar com a formação tradicional. Homens agrupados, escudos sobre as cabeças, enfim, a formação tartaruga de sempre.
PLUTARCO: E essa versão de que vocês abandonariam o campo de jogo, cedendo a vitória por WO?
POMPEU: Só se for nas calendas gregas! Não, isso é história de César. Ele fala demais. Mas hoje nós vamos provar que nem sempre quem tem boca vem a Roma. Dessa vez, ele vai ter que dobrar a língua. Dobrar a língua, arregalar os olhos e babar um pouco.
PLUTARCO: Obrigado, Pompeu. Voltamos com você, Virgílio.
VIRGÍLIO: Agradecemos a participação de nossos repórteres, dando mais um show de cobertura nesse clássico que certamente entrará para a história. Fique ligado. Após a luta de gladiadores, traremos ao vivo todas as emoções de César x Pompeu. Quem ficará com a República? Quem será que dirá, ao final: “veni, video, vici”? Quer dizer, “veni, vidi, vicio”… “venio, vidi”… Bom, até lá. (em off, tirando o fone de ouvido) Eita língua complicada, não? Por Jove, juro que às vezes queria vê-la morta!

setembro 18th, 2007 às 13:39
“marca Antônio, marca Antônio!”
hahahahahahahahahhahahahahahah
Essa vai para “Os trocadilhos que eu adoraria ter feito”
Muito bom seus textos, cara. O Diego Jock, da Casa do Galo, que me indicou. Não conhecia. Agora, acompanhar sempre.
Gande abraço!
Alessandro
http://obolacheiro.blogspot.com/
setembro 18th, 2007 às 14:59
Do c…, porra!
Sim, sim, a inveja é uma merda. Eu sei.
setembro 18th, 2007 às 20:52
Marconi, onde estão as notas de rodapé? As referências são tantas nas duas últimas (e ótimas) postagens que quase me perdi. De todo modo, sensacional. Agora “É legião! E legião! É legião! Renato, eu te amo!”, você pegou pesado… Repito, sensacional!
setembro 20th, 2007 às 2:17
rsssssss…
Só rio!
Aliás, além de rir, percebo. E quanto mais percebo, mais rio.
brssssssss.
Você é um grande talento.
beijos