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	<title>MARCONI LEAL</title>
	
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	<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 02:23:27 +0000</pubDate>
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		<title>ACORDO ORTOGRÁFICO</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 02:22:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[COTIDIANO]]></category>

		<category><![CDATA[LÍNGUA E LITERATURA]]></category>

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		<description><![CDATA[
Não há lógica na vida, não há lógica na gramática — coincidência, aliás, que não deixa de ter sua lógica. Alguém saberia me dizer por que o sujeito não pode falar &#8220;um de maio&#8221; ou &#8220;um de setembro&#8221;? &#8220;Primeiro de setembro&#8221;, corrige o interlocutor. &#8220;E trinta e um de setembro?&#8221; &#8220;Pode&#8221;. &#8220;De maio?&#8221; &#8220;Também&#8221;. &#8220;Um, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/closeup-of-the-illuminated-letter-p_1407_latin-bible_taken-by-adrian-pingstone_2005_public-domain.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1912" title="Depois do acordo ortográfico com os hunos, o latim passou por transformações e continua aí, firme e forte." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/closeup-of-the-illuminated-letter-p_1407_latin-bible_taken-by-adrian-pingstone_2005_public-domain.jpg" alt="" width="240" height="232" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Não há lógica na vida, não há lógica na gramática <span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> coincidência, aliás, que não deixa de ter sua lógica. Alguém saberia me dizer por que o sujeito não pode falar &#8220;um de maio&#8221; ou &#8220;um de setembro&#8221;? &#8220;Primeiro de setembro&#8221;, corrige o interlocutor. &#8220;E trinta e um de setembro?&#8221; &#8220;Pode&#8221;. &#8220;De maio?&#8221; &#8220;Também&#8221;. &#8220;Um, não?&#8221; &#8220;Nunca&#8221;, conclui, indo cheirar seu rapé.</p>
<p style="text-align: justify;">Assunto recorrente é a mudança ortográfica a ser implementada em 2010, segundo calendário oficial, e 2079, de acordo com os costumes de um lado e outro do Atlântico. Antes que perguntem, sou a favor dela. Quando menos, agora as legendas dos filmes portugueses por aqui terão grafia igual à dos livros de Saramago. E isso não é dizer pouco em termos de integração cultural e entendimento recíproco.</p>
<p style="text-align: justify;">Não seria sincero, contudo, se afirmasse de antemão não sentir saudades de alguns aspectos do vernáculo atual. Por exemplo, &#8220;idéia&#8221;, que está prestes a perder seu acento. Uma idéia sem acento, a meu ver, será sempre defeituosa e talvez, nesse sentido, continue sociologicamente escorreita quando grafada por brasileiros e portugueses. Porém, tenho medo de nunca mais conseguir produzi-las sem o sinal ortográfico, o que, é provável, não afetará o mundo, mas me lançará cada vez mais para perto do reino mineral, a que já tendo por constituição própria.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro exemplo: &#8220;veem&#8221;, &#8220;voo&#8221;, &#8220;creem&#8221; etc. Sei de gente que, se não subia num avião sem tomar uma cartela de Lexotan, abdicará definitivamente do invento de Santos Dumont a partir da entrada em vigor do tratado. Sem falar no aumento da impiedade e da miopia entre nossos patrícios, aquele primeiro aspecto representando inovação drástica nos hábitos de nosso povo.</p>
<p style="text-align: justify;">O trema, não, do trema não sentirei falta. Sempre o percebi como uma intrusão bárbara <span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> germânica, para ser mais exato <span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> em nosso idioma. E se fosse para adotar recursos da língua de Goethe, optaria por aquela sua capacidade de resumir a filosofia de Kant em textos com no máximo três ou quatro palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, não adianta chorar sobre o diferencial derramado e o mais a fazer agora é nos realfalbetizarmos ou, no caso dos brasileiros, alfabetizarmo-nos a partir das novas regras. Do ponto de vista econômico, haverá sempre um lucro para as editoras, que, a partir da adoção do novo sistema, poderão explorar escritores aqui e lá sem custos adicionais. E para os autores também, que multiplicarão a fortuna inexcedível advinda dos royalties.</p>
<p style="text-align: justify;">De resto, será mais uma transformação das inúmeras por que passou o português escrito no Brasil, sem que isso tenha representado até agora nenhuma catástrofe, como aumentar o índice de letrados ou de versos mal escritos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer dizer, que venha o acordo. Dou meu apoio, repito. Assinemos. No que depender de mim, só preciso que me digam onde apor o polegar.</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/em-defesa-do-lepido-presidente-lula/"  rel="bookmark" title="24 de julho de 2007">EM DEFESA DO LÉPIDO PRESIDENTE LULA</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/a-justa-indignacao-de-nossos-patriotas/"  rel="bookmark" title="30 de julho de 2007">A JUSTA INDIGNAÇÃO DE NOSSOS PATRIOTAS</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/no-escritorio-de-patentes/"  rel="bookmark" title="24 de maio de 2007">NO ESCRITÓRIO DE PATENTES</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/estou-parando-de-fumar-5/"  rel="bookmark" title="19 de junho de 2007">ESTOU PARANDO DE FUMAR (5)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/na-oficina-mecanica/"  rel="bookmark" title="13 de março de 2007">NA OFICINA MECÂNICA</a></li>
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		<item>
		<title>QUEM ERA MARCONI LEAL? (Capítulo Último — Em que se retoma o assunto religioso, os bons acabam felizes e casados e os maus loucos, presos ou mortos)</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 03:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
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Nada feito. Tentarei asteriscos da próxima vez. Enfim, agora vou de travessão e dois-pontos — rematemos o texto:
Se toquei no assunto da permanência de hábitos religiosos e repeti ao longo de cinqüenta linhas no primeiro post desta interminável série o que todos já haviam entendido desde o primeiro parágrafo, com exceção talvez dos leitores de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/baptism-of-saint-augustine-by-saint-ambrose-of-milan_detail_benozzo-gozzoli_15th-century.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1899" title="Em sua época, Santo Agostinho também consultava uma ferramenta multilíngüe que tinha respostas a todas as questões: o papa." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/baptism-of-saint-augustine-by-saint-ambrose-of-milan_detail_benozzo-gozzoli_15th-century.jpg" alt="" width="239" height="220" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nada feito. Tentarei asteriscos da próxima vez. Enfim, agora vou de travessão e dois-pontos <span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> rematemos o texto:</p>
<p style="text-align: justify;">Se toquei no assunto da permanência de hábitos religiosos e repeti ao longo de cinqüenta linhas no primeiro post desta interminável série o que todos já haviam entendido desde o primeiro parágrafo, com exceção talvez dos leitores de cabelos mais claros, foi por dois motivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, para aparentar ter conhecimentos que não possuo. E, depois, porque é o que depreendo das visitas que chegam aqui através do Google, pitonisa contemporânea que, seguindo a moral dos tempos, desvirginou-se, caiu na vida e dá respostas sem que seja necessário imolar um único boi, satisfazendo-se com burros ou jumentos vivos mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">A variação do fenômeno recorrente, nesse caso, é que hoje em dia as perguntas feitas ao oráculo têm forma e conteúdo semelhantes aos das respostas das sacerdotisas de Apolo no passado, o que se explica pelo fato de os antigos, sendo histórica e culturalmente atrasados em relação a nós, não terem ainda à época desaprendido a ler e escrever.</p>
<p style="text-align: justify;">Mera questão de formalidade de rito. O fundamental é que a estrutura da fé persiste, fazendo com que dezenas de pessoas entrem aqui no blog semanalmente, depois de consultas as mais variadas ao deus, as quais demonstram continuarem inalterados os anseios primitivos do homem. &#8220;Da ku doi?&#8221;, querem saber os consulentes, nervosos. &#8220;Vargina tin xero de bacalhao?&#8221;, questionam-se, provavelmente agarrados a um boxe de peixaria. &#8220;Hemorrodia tein cura?&#8221;, indagam, de pé.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, me sinto frustrado ao ler essas formulações complexas por me faltarem os conhecimentos necessários à resposta (a não ser quando a dúvida é do tipo &#8220;Tamanhu du pinto importa?&#8221;, a que respondo com o óbvio: &#8220;Dependi du mercadu fornecedô&#8221;).</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, esses dias veio aqui alguém que trazia um questionamento a que não posso me furtar. &#8220;Quem era Marconi Leal?&#8221;, foi a indagação que, misteriosamente, surgiu em ortografia escorreita. Ora, apesar de nunca termos sido íntimos, conhecia um pouco o falecido, de maneira que, agradecendo o interesse, tento ajudar com o pouco que sei, abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Marconi Leal era um pedaço-d&#8217;asno que gastava minutos preciosos do dia escrevendo textos e os publicando num blog, sem receber absolutamente nada por isso. Morreu há algumas horas de um ataque, ao saber de sua morte por uma consulta feita ao Google.</p>
<p style="text-align: justify;">E agora chega. Desisto. Vou ali perguntar à sábia ferramenta de busca qual era o sabor da pizza que comi na semana passada.</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/ofensa/"  rel="bookmark" title="8 de fevereiro de 2007">OFENSA</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/personal-thinker/"  rel="bookmark" title="2 de abril de 2007">PERSONAL THINKER</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/autoria/"  rel="bookmark" title="25 de setembro de 2008">AUTORIA</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/bem-sucedida-visita-a-um-casal-de-amigos-virtuais-ultima-dose/"  rel="bookmark" title="9 de agosto de 2007">BEM-SUCEDIDA VISITA A UM CASAL DE AMIGOS VIRTUAIS (ÚLTIMA DOSE)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/da-etica-publica-aplicada-as-relacoes-amorosas/"  rel="bookmark" title="30 de maio de 2008">DA ÉTICA PÚBLICA APLICADA ÀS RELAÇÕES AMOROSAS</a></li>
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		</item>
		<item>
		<title>QUEM ERA MARCONI LEAL? (Capítulo III — Onde se conclui a saga da azeitona em terras brasileiras e, com a ajuda do bom Deus, se fala no erotismo dos parênteses.)</title>
		<link>http://marconileal.opensadorselvagem.org/quem-era-marconi-leal-capitulo-iii-%e2%80%94-onde-se-conclui-a-saga-da-azeitona-em-terras-brasileiras-e-com-a-ajuda-do-bom-deus-se-fala-no-erotismo-dos-parenteses/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 03:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[COTIDIANO]]></category>

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		<description><![CDATA[
E as eleições americanas? Eu sei, prometi um ensaio sobre a história da azeitona em nosso país e a função erótica dos parênteses, mas já que estamos no assunto &#8220;minorias que menstruam&#8221;, não poderia me furtar a contar de minha alegria pela eleição das primeiras orelhas de abano afro-descendentes para comandante-em-chefe do exército americano.
Uma revolução [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/augustinus_source_the-hundred-greatest-men_new-york_d-appleton-company_1885.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1876" title="Disfarçado de Sócrates, Agostinho tenta se esconder do assédio das azeitonas, episódio narrado no Confissões." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/augustinus_source_the-hundred-greatest-men_new-york_d-appleton-company_1885.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E as eleições americanas? Eu sei, prometi um ensaio sobre a história da azeitona em nosso país e a função erótica dos parênteses, mas já que estamos no assunto &#8220;minorias que menstruam&#8221;, não poderia me furtar a contar de minha alegria pela eleição das primeiras orelhas de abano afro-descendentes para comandante-em-chefe do exército americano.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma revolução para os povos anglo-saxões, registre-se, que em anos recentes vinham elegendo Bush, Blair e, por fim, Gordon Brown, ou seja, apenas orelhas de abano WASP como mandatárias. A última barreira a cair entre eles é a de chefe-de-governo que não tenha a letra &#8220;b&#8221; no nome, o que possibilitaria a Lula, enfim, eleger-se o primeiro par de orelhas de abano latinas da América do Norte ou da Europa e, por tabela&#8230; Chega. À azeitona.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo os historiadores, a primeira azeitona chegou ao Brasil a bordo do cocô de um dos tripulantes da nau-capitânia (um grumete, ao que parece) em 1500, e logo se adaptou ao clima. De cara, adorou nossa feijoada, aprovou nossa caipirinha, adotou o fio-dental, o banho, e gostou tanto de ser assaltada que fixou residência.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir do começo do século XVII, a azeitona caiu definitivamente na boca do povo, sendo chupada por mestiços, comida por cafuzos, bolinada por aquele-outro-tipo-de-misturado-cujo-qualificativo-a-gente-aprende-na-escola-e-agora-não-lembro, enfim, em se plantando, tudo dava, como diria dela, aliás, um escrivão quinhentista.</p>
<p style="text-align: justify;">Já em meados do século XVIII, temos notícia de uma azeitona eleita para a câmara municipal de Olinda, ganhando a vaga para Marco Maciel, que a disputava pelo recém-criado PFL (a vaga, não a azeitona, esclareço para evitar novas discussões em caixa de comentários).</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, seria apenas no reinado de Pedro II que as azeitonas conseguiriam finalmente se disseminar de norte a sul do país, graças às viagens, aos esforços e à disenteria crônica daquele representante da Casa de Banho de Bragança, único governante do país até hoje cujas cagadas renderam algum fruto.</p>
<p style="text-align: justify;">De lá para cá, as azeitonas não fizeram menos que crescer e se estabelecer no Brasil, tornando-se de tal maneira necessárias à vida nacional que, por exemplo, o Heráclito Fortes não se pronuncia uma única vez no Senado sem que esteja com a boca cheia delas.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica aí, portanto, um exórdio sobre a matéria, a ser desenvolvido futuramente em livro. Quanto aos parênteses, o caso é mais simples: não tenho tara alguma por eles. Meu tesão mesmo é por colchetes. Pena que não goste de matemática e minha mulher se recuse a usá-los para satisfazer minhas fantasias, alegando se sentir meio presa e algo antiquada. Enfim, desculpas.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, por falar nela, quero dizer aos maliciosos que voltou para casa em torno das quatro horas <span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> logo, tecnicamente noite <span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> e passa bem. Chegou com os cabelos molhados e exausta. Terrível o que a chuva constante e esse calor da primavera paulistana fazem com as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">E agora continuemos, finalmente, o assunto religioso introduzido no primeiro capítulo. Mas não neste exato momento, porque acabei ficando excitado e vou insistir mais uma vez com a questão dos colchetes. Amanhã, aguardem. <strong>(CONTINUA)</strong></p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/o-diabo-numa-entrevista-de-emprego/"  rel="bookmark" title="7 de março de 2007">O DIABO NUMA ENTREVISTA DE EMPREGO</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/o-mito-da-criacao-sob-a-perspectiva-de-um-baiano-republicacao-em-memoria-de-caymmi/"  rel="bookmark" title="20 de agosto de 2008">O MITO DA CRIAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DE UM BAIANO (Republicado em memória de Caymmi)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/mas-influencias/"  rel="bookmark" title="22 de março de 2007">MÁS INFLUÊNCIAS</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/a-dificil-arte-de-agradar-as-mulheres/"  rel="bookmark" title="19 de fevereiro de 2007">A DIFÍCIL ARTE DE AGRADAR AS MULHERES</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/bem-sucedida-visita-a-um-casal-de-amigos-virtuais-2/"  rel="bookmark" title="8 de agosto de 2007">BEM-SUCEDIDA VISITA A UM CASAL DE AMIGOS VIRTUAIS (2)</a></li>
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		</item>
		<item>
		<title>QUEM ERA MARCONI LEAL? (Capítulo II — Da Natureza dos Parênteses ou da Vida Sexual das Azeitonas)</title>
		<link>http://marconileal.opensadorselvagem.org/quem-era-marconi-leal-capitulo-ii-%e2%80%94-da-natureza-dos-parenteses-ou-da-vida-sexual-das-azeitonas/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 16:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[

Todos estão de prova como, havendo feito uma introdução performática que não me envergonharia num ménage com a Cicciolina e a Deep Throat e tendo comido já a pizza de alface com acerola, digo, escarola (ou aquilo é acelga? Tinha jeitão de acelga, sempre confundo), o que levou este post a se desdobrar, me preparava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/botticelli41.jpg" ></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/alessandro-botticelli_saint-augustine-in-the-cell_detail_1490-1494_galleria-degli-uffizi_florence_italy.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1856" title="Precursor dos estudos sobre azeitonas, Santo Agostinho escreveu uma das mais extensas obras sobre o assunto: De Natura et Gratia Azeitonae (Da Natureza e Graça das Azeitonas)." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/alessandro-botticelli_saint-augustine-in-the-cell_detail_1490-1494_galleria-degli-uffizi_florence_italy.jpg" alt="" width="240" height="227" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Todos estão de prova como, havendo feito uma introdução performática que não me envergonharia num <em>ménage</em> com a Cicciolina e a Deep Throat e tendo comido já a pizza de alface com acerola, digo, escarola (ou aquilo é acelga? Tinha jeitão de acelga, sempre confundo), o que levou este <em>post</em> a se desdobrar, me preparava hoje para atingir o clímax com direito a &#8220;foi bom pra vocês&#8221;, um Hollywood sem filtro e papos descontraídos sobre a exegética kantiana e o livre-arbítrio em Lutero.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis, contudo, que dúvidas cheias de hemácias e glóbulos brancos se acumularam na mente dos leitores, que, incontinentes e ignorando a existência do <em>Intimus Gel Seca Ultra Proteção com Abas</em>, as fizeram jorrar na caixa de comentários, insistindo para que deite um pouco de meu vasto, uno e indivisível conhecimento sobre a natureza hormonal das azeitonas e a utilização de parênteses para fins sexuais. Parênteses, repito. Não curto incesto.</p>
<p style="text-align: justify;">Resultado: me despeço da continuação do texto após um aceno breve e uma quebra de página no Word para tratar do assunto premente, de cuja solução depende a paz de espírito de dezenas de desocupados de norte a sul do país (acelga, definitivamente acelga, porque escarola não tem aquele rabinho.)</p>
<p style="text-align: justify;">A discórdia generalizada, pelo que depreendo, deriva de um ponto fundamental: &#8220;Menstruariam as azeitonas?&#8221;, perguntam-se os leitores, entre olhares pasmos e queixos freudianos, enquanto por reduzidos segundos a Terra pára de girar.</p>
<p style="text-align: justify;">E a resposta é: <em>siiiim!</em> &#8220;Deseja trocar seu carro zero km por um alfinete?&#8221;, insistem. E eu repito, apertando com as mãos o fone de ouvido: <em>siiiim, Silvio!</em> As azeitonas não só menstruam como têm uma vida sexual normal, como todo e qualquer representante das <em>Sideroxylon densiflorum</em>, qual é a grande surpresa? Ou vocês achavam que os azeitonos eram seres privilegiados que nunca enfrentaram uma TPM da parceira?</p>
<p style="text-align: justify;">É cada uma, vou lhe contar (couve-flor! O nome daquilo é couve-flor, agora não resta dúvida; folhas largas, verdes, um caule fininho, enfim, mais couve-flor impossível; demoro às vezes para lembrar o nome desses alimentos genéricos, como o rábano e o capim-bambu, mas chego a estes momentos de certeza absoluta e me tranqüilizo: couve-flor, ponto).</p>
<p style="text-align: justify;">Respondida a questão básica, dou agora, por caridoso e magnânimo, um pequeno histórico da azeitona, em colaboração com o Houaiss, de quem sou tão íntimo que chamo de pai. Segurem e embalem com carinho: fruto da oliveira, também conhecida em círculos mais efeminados por oliva, a azeitona é uma criatura sociável e amiga, que se enturma com todos na família das sapotáceas e mesmo na esfera mais ampla das árvores nativas da região subtropical da África.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito dada (é comestível), costuma se relacionar preferencialmente com frutos oblongos e subglobosos, desde que eles tenham uma conversa agradável e algum dinheiro no banco. Não tem preconceitos bobos: curte pretos, pardos, verdes, transgênicos e até o Michael Jackson, se pintar um clima. Transa sol e mar, gosta de um lance maneiro, coisa o negócio na real, quer dizer, o auê com ela rola na boa, tipo mó belê, tá ligado?</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui, sentem e respirem fundo, porque tenho certeza de que há uma informação referente ao assunto que vocês jamais sonharam adquirir e, no entanto, deveria, ela sim, provocar discussões muito mais acirradas, a saber: afinal de contas, onde está minha mulher?</p>
<p style="text-align: justify;">Quase meia-noite e nada! Vou ligar pra ela. Amanhã continuo a história da azeitona e falo dos parênteses, ou seja, o mais tardar em março de 2009 acabo este texto, vocês vão ver. Oito, nove, dois, dois, quatro&#8230; quatro&#8230; cin&#8230; Aspargo! Ha! Taí, até que enfim. Garanto, cem por cento seguro, líquido e certo: aspargo. Putz, mas era evidente! Com aquelas anteninhas, pô, como é que eu não saquei antes? <strong>(CONTINUA)</strong></p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/estreia/"  rel="bookmark" title="19 de março de 2008">ESTRÉIA</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/na-pre-historia/"  rel="bookmark" title="31 de julho de 2007">NA PRÉ-HISTÓRIA</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/no-escritorio-de-patentes/"  rel="bookmark" title="24 de maio de 2007">NO ESCRITÓRIO DE PATENTES</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/apologo/"  rel="bookmark" title="21 de junho de 2007">APÓLOGO</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/pequenos-incidentes-ocorridos-na-palestina-ha-cerca-de-dois-mil-anos-4/"  rel="bookmark" title="13 de agosto de 2007">PEQUENOS INCIDENTES OCORRIDOS NA PALESTINA HÁ CERCA DE DOIS MIL ANOS (4)</a></li>
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		<title>QUEM ERA MARCONI LEAL?</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 03:31:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
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As religiões estão em constante movimento. Não me refiro, lógico, apenas ao de flexão dos joelhos, de autoflagelação ou de mandar advogados ao fórum para se defender de processos por pedofilia.
Tampouco aludo exclusivamente àquela que, a meu ver, é a mais interessante das inquietações místicas: o sexo tântrico — modalidade de arrebatamento espiritual que pratico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="TEXT-ALIGN: justify"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/alessandro-botticelli_saint-augustine_detail_1480_ognissanti-florence-italy.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1824" title="Em pausa do Confissões, Agostinho olha para o Céu e pergunta: - Quem era Marconi Leal?" src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/alessandro-botticelli_saint-augustine_detail_1480_ognissanti-florence-italy.jpg" alt="" width="240" height="236" /></a></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">As religiões estão em constante movimento. Não me refiro, lógico, apenas ao de flexão dos joelhos, de autoflagelação ou de mandar advogados ao fórum para se defender de processos por pedofilia.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Tampouco aludo exclusivamente àquela que, a meu ver, é a mais interessante das inquietações místicas: o sexo tântrico <span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> modalidade de arrebatamento espiritual que pratico e consiste, como se sabe, em comportar-se na cama como um iogue insaciável. Quer dizer, ficar imóvel e meditando para que o pinto consiga levitar, enquanto a parceira passa por prolongados períodos de jejum ou foge com um entregador de pizza vegetariana.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Falo, outrossim (nota: este &#8220;outrossim&#8221; foi psicografado por Marconi Leal através do espírito de Rui Barbosa), das mudanças periódicas por que passam as crenças humanas e as maneiras pelas quais elas se expressam, incluídos aí credos e mitos sociais variados, sejam simpatias e totens, seja a fé no mercado de ações ou no blog de Zé Dirceu.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Entretanto, essa perpétua transformação é de superfície, pois a piedade, como outras construções sociais, segue, em essência, procedimentos mais ou menos padronizados ao longo da História. Isso, pelo menos, é o que afirma minha sogra, que vem acompanhando os eventos ao vivo desde a Primeira Era Glacial.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Exemplo bem simples da constância de práticas coletivas com variações efêmeras: as mulheres modernas comem azeitonas e assim a maioria das gregas à época de Homero, não importa se hoje, para fazê-lo, precisam ser casadas e ter um marido disposto a abrir o vidro de conserva. O hábito ou a necessidade perduram e disso a religião, invento humano por excelência (está provado que sons de porcos no cio, apesar da semelhança que guardam com cultos neopentecostais, não constituem uma forma natural de rito sagrado), tampouco escapa.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O complicador, no caso acima, é que, salvo grave engano teológico e dogmático de minha parte, uma religiosa comeria as azeitonas sem chupar os caroços ou só chuparia os caroços se não estivesse menstruada. E, por favor, não me venham falar em renúncia à carne, túnicas roxas, Paraíso e outras tolices. Eu li meu Agostinho.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Outro exemplo típico do que descrevo, agora já entrando, depois de um sinal-da-cruz, no campo específico da fé: os antigos iam a Delfos com perguntas claras e precisas a respeito do futuro. &#8220;Vou casar? Serei rico? Quantos filhos vou ter?&#8221; E recebiam respostas igualmente coerentes e diretas, como: &#8220;Azeitonas quadriculadas em epítomes sob telhado vertical&#8221;.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Com base nessas indicações, decidiam sobre guerra, Direito internacional, política e sexo. Ou seja, mais ou menos como George Bush, com uma leve adaptação: quem dá as respostas atualmente é a CIA e eles não usam clâmide.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">A azeitona, digo, o importante, no entanto, é que a prática de consultas a oráculos continua, respeitadas, como já disse (ou vocês estão surdos?), algumas poucas alterações.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Que significa isso? Ora, óbvio: significa que preciso fazer a pergunta à sibila de Cumas. Afinal, estendi tanto a introdução que, além de causar inveja a meus pares, os praticantes do tantrismo sexual, acabei esquecendo o que diria.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Enfim, continuo o texto amanhã. Até porque está na hora do jantar e nós pedimos pizza de alface com escaro&#8230; Ué, cadê minha mulher? <strong>(CONTINUA)</strong></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #ff0000;">NINGUÉM SE ENTENDE:</span></strong> Adivinhem. Aconteceu outro mal-entendido daqueles que as pessoas que querem posar de vítimas, aparecer ou, guiadas por algum desejo mórbido, levar os outros ao descrédito, sem razão alguma, insistem em chamar de &#8220;plágio&#8221;. Milton Ribeiro escreveu </span><a href="http://miltonribeiro.opensadorselvagem.org/o-dia-do-classico-desconhecido/#comments" ><span style="color: #000000;"><strong>isto</strong></span></a><span style="color: #ff0000;"> e um inocente muito desatento publicou </span><a href="http://ederalves.wordpress.com/2008/11/07/estamos-lendo/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/ederalves.wordpress.com');"><span style="color: #000000;"><strong>isto</strong></span></a><span style="color: #ff0000;">. Quer dizer, das duas, uma: ou os mal-entendidos estão se profissionalizando, ou Milton Ribeiro encontrou finalmente sua alma gêmea. Confiram.</span></p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/sonho/"  rel="bookmark" title="10 de outubro de 2008">SONHO</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/o-dom/"  rel="bookmark" title="5 de abril de 2007">O DOM</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/policia-gramatical-numa-confeitaria/"  rel="bookmark" title="16 de agosto de 2007">POLÍCIA GRAMATICAL (NUMA CONFEITARIA)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/terrorismo/"  rel="bookmark" title="6 de junho de 2007">TERRORISMO (1)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/bem-sucedida-visita-a-um-casal-de-amigos-virtuais-1/"  rel="bookmark" title="7 de agosto de 2007">BEM-SUCEDIDA VISITA A UM CASAL DE AMIGOS VIRTUAIS (1)</a></li>
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		<title>DEPOIMENTO DE UM HUMORISTA ANÔNIMO</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 03:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[COTIDIANO]]></category>

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		<description><![CDATA[
Fazer humor, no Brasil, consiste basicamente em cair de uma cadeira ou soltar um pum. De preferência com ruído. Daí algumas pessoas em nosso país preferirem ser chamadas de cornas a humoristas. Aliás, chamar alguém de corno também consiste numa forma especialmente brasileira de provocar risos. Sobretudo se você não é o corno. Ou não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/stanczyk-during-a-ball-at-the-court-of-queen-bona-after-the-loss-of-smolensk_detail_jan-matejko_1862_national-museum_warsaw.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-1806" title="Depoimento tomado na sede do HA, Humoristas Anônimos." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/stanczyk-during-a-ball-at-the-court-of-queen-bona-after-the-loss-of-smolensk_detail_jan-matejko_1862_national-museum_warsaw.jpg" alt="" width="240" height="230" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Fazer humor, no Brasil, consiste basicamente em cair de uma cadeira ou soltar um pum. De preferência com ruído. Daí algumas pessoas em nosso país preferirem ser chamadas de cornas a humoristas. Aliás, chamar alguém de corno também consiste numa forma especialmente brasileira de provocar risos. Sobretudo se você não é o corno. Ou não sabe. O que, convenhamos, é mais provável.</p>
<p style="text-align: justify;">Acontece que até para cair de uma cadeira é preciso certa habilidade. Eu, por exemplo, não sei cair de cadeiras, confesso. Já tentei. Não tem a menor graça. E ainda dói (o que não deixa de ser estranho). Conheço pessoas, no entanto, de tal modo especializadas em queda de cadeiras que poderiam fazer da arte esporte olímpico. Tão interessante quanto o badminton, pelo menos, e sem dúvida mais estético que o jiu-jítsu.</p>
<p style="text-align: justify;">Tempos atrás conheci uma profissional da queda de cadeiras de técnica absolutamente embasbacante, uma graça incomparável, dignificava a atividade, impunha respeito. Súbito, caía de frente, sem dizer uma palavra. E depois da queda permanecia imóvel de um jeito que era esperar surgissem aquelas marcas que a polícia faz ao redor de um cadáver. Bebia, bebia muito. Agora imaginem se fizesse o número sóbria! Quedas estupendas, repito. Pareciam espontâneas, tamanha a perfeição. E clássicas também. Tipo Roma, final do século V. Ou o diabo, em Dante.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro dia soube que morreu após concussão cerebral. Enfim, desses infortúnios próprios da condição humana, a morte chega quando menos se espera, sem razão aparente etc. Não fosse o acaso, poderia ter seguido a vocação durante muitos anos ainda. E não duvido hoje estivesse caindo de telhados e talvez até de um terceiro ou quarto andar. Creiam, vocês precisavam ver a moça.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a mim, nada. Já tentei com bancos e estofados. Deu na mesma. Entretanto, devo dizer, por justiça, que sou ótimo em derrubar objetos. Se quiser quebrar o que quer que seja algum dia, desde que portátil, pode me entregar. Independe de tamanho. Preciso de segundos, tal a perícia que adquiri na função. Comecei com pratos e talheres de plástico na infância e logo passei a quebrar meus próprios copos de vidro. Tenho o dom, modéstia à parte. Uma coisa minha.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre outros, constam de meu currículo: três bibelôs da dinastia Ming, Museu do Povo, Pequim, outubro de 1987; quatro pratos de flandres, Cadeia do Povo, Pequim, outubro de 1987 a março de 1991; um troféu da Copa da UEFA, Estádio Municipal de Barcelona, janeiro de 1993; dois Turner recém-adquiridos, Museu do Louvre, Paris, janeiro de 1997; e um pote de porcelana ordinária, hall do cemitério São Sebastião, cremação de papai, maio de 1998.</p>
<p style="text-align: justify;">O triste é que minha mulher não aprecia o que faço. Aquela história: santo de casa não faz milagre. Há dois anos estraçalhei um vaso de cristal, herança dos bisavós turcos dela. Estraçalhei, percebam, não apenas fissurei ou parti em pequenos pedaços. A coisa virou pó! E ela, em vez de elogiar <span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> já não digo agradecer <span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span>, ficou chateada, dias sem falar comigo. Entenda, se puder.</p>
<p style="text-align: justify;">Por conta disso (de que adianta conquistar o mundo e não agradar aos familiares etc.?), por conta disso, dizia, venho tentando o pum como alternativa e, para ser franco, obtendo algum sucesso. Meu maior feito até o momento foi o último que soltei, final de semana passado, na cerimônia de casamento da nossa filha Isoldinha. Entrando com ela na direção do altar. Diante do padre. Lindo! Consegui ser ouvido em toda a nave e isso apesar de estar tocando Mendelssohn. Agora, vejam: àquela mesma noite minha esposa pediu a separação. Quer dizer, impossível agradar às mulheres.</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/personal-thinker/"  rel="bookmark" title="2 de abril de 2007">PERSONAL THINKER</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/versao-de-atirei-o-pau-no-gato-segundo-dostoievski-1/"  rel="bookmark" title="2 de abril de 2008">VERSÃO DE “ATIREI O PAU NO GATO” SEGUNDO DOSTOIÉVSKI (1)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/meu-encontro-com-jesus-versiculo-2/"  rel="bookmark" title="8 de agosto de 2008">MEU ENCONTRO COM JESUS (Versículo 2)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/bravo-forte-filho-do-norte-2/"  rel="bookmark" title="26 de maio de 2007">BRAVO, FORTE, FILHO DO NORTE (2)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/gerundismo/"  rel="bookmark" title="21 de novembro de 2007">GERUNDISMO</a></li>
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		<item>
		<title>CHEZ LES LEAL (3)</title>
		<link>http://marconileal.opensadorselvagem.org/chez-les-leal-3/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 03:23:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[6. So Near, Yet Sofá

Eu sei, vocês não acreditaram. &#8220;Quanto exagero! Nossa, ele é desumano! Por que dizer barbaridades da moça, meu Deus? Ela é tão bonitinha, meiga e simpática. E ainda por cima tem olhos azuis. Uma moça de olhos azuis, imaginem, fazer isso por conta de uma bolacha!&#8221; Pois é, não os culpo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>6. So Near, Yet Sofá</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/leitaliao1.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-1791" title="Dura lex, sed dura et sem molax." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/leitaliao1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Eu sei, vocês não acreditaram. &#8220;Quanto exagero! Nossa, ele é desumano! Por que dizer barbaridades da moça, meu Deus? Ela é tão bonitinha, meiga e simpática. E ainda por cima tem olhos azuis. Uma moça de olhos azuis, imaginem, fazer isso por conta de uma bolacha!&#8221; Pois é, não os culpo. A culpa é de Walt Disney e dos irmãos Grimm.</p>
<p style="text-align: justify;">Aí está, no entanto. A última fotografia, tirada momentos antes da câmera digital ser degredada para o congelador, registra a coisa de maneira inelutável: sou casado com uma descendente de poloneses. Vocês provavelmente desconhecem a genealogia dos grupos humanos em profundidade, de modo que informo: trata-se de um povo religioso ao extremo, seguidor austero da bíblia. Sobretudo, no Velho Testamento, da lei de talião.</p>
<p style="text-align: justify;">De resto, podemos observar na imagem algo extremamente estarrecedor e revoltante. Mais estarrecedor e revoltante, digo, que o tamanho de minhas bochechas, o formato do meu nariz (ou aquilo é um jambo?), os pêlos de bunda de urso de minha cabeça e o dom performático que tem o meu rosto de mimetizar o assunto de meus sonhos (àquela noite, sonhava com capivaras, reparem).</p>
<p style="text-align: justify;">Falo do resultado da incúria da juventude e do desprezo pela sapiência paterna, evidente no flagrante acima, ao menos aos mais sensíveis. Ao saber do meu noivado, o velho já me aconselhara: &#8220;Filho, prefira as búlgaras de bigode. São moças mais tratáveis&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Que fazer? Isso que dá levar em consideração, na hora do casamento, momento tão importante na vida dos prisioneiros e forçados, fatores menores como amor, compreensão, carinho e outras ninharias.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, seja como for, a verdade é que não posso reclamar da vida que temos em comum. Até porque, se reclamar, apanho. Além disso, um relacionamento maduro precisa passar por cima de dificuldades de toda monta: desentendimentos, cobranças, ciúmes e sovinices. Particularmente a sovinice dos produtores de sofás de mola dura e pouco acolchoados.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de tudo, na vida a dois, é necessário levar em conta sentimentos superiores e objetivos nobres, sagrados. Um paladar saciado, por exemplo. E vocês têm que experimentar a torta alemã que ela faz.</p>
<p style="text-align: justify;">No final das contas, se estamos juntos é por algum motivo, pois, se está correto o axioma, Deus escreve certo por linhas tortas. E tenho razões de sobra para acreditar nele. Ainda que, desconfio, uma das linhas se chame coluna e seja justamente a das minhas costas.</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/entrevista-com-deus/"  rel="bookmark" title="29 de setembro de 2008">ENTREVISTA COM DEUS</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/jeitinho/"  rel="bookmark" title="30 de janeiro de 2008">JEITINHO</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/do-politicamente-correto/"  rel="bookmark" title="11 de fevereiro de 2008">DO POLITICAMENTE CORRETO</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/maturidade/"  rel="bookmark" title="28 de maio de 2008">MATURIDADE</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/chez-les-leal-2/"  rel="bookmark" title="5 de novembro de 2008">CHEZ LES LEAL (2)</a></li>
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		<title>CHEZ LES LEAL (2)</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 03:56:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[TODOS OS TEXTOS]]></category>

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		<description><![CDATA[

4. Onde se Comprova a Verdade do Eclesiastes: Tudo é Vaidade Debaixo do Teto do Primeiro Andar

Aqui, podemos ver como três criaturas extremamente exibidas atrapalham a foto que tento tirar da minha estante de livros. E olha que tinha colocado as edições de Goethe, Homero e Virgílio, todas no original, com as capas viradas para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/jan-de-bray_1669_detail_banquet-of-antony-and-cleopatra.jpg" ></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/banquet_euaion_louvre_460-450bc.jpg" ></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. Onde se Comprova a Verdade do Eclesiastes: Tudo é Vaidade Debaixo do Teto do Primeiro Andar</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/dsc00050-1.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-1775" title="Eclesiastes" src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/dsc00050-1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui, podemos ver como três criaturas extremamente exibidas atrapalham a foto que tento tirar da minha estante de livros. E olha que tinha colocado as edições de Goethe, Homero e Virgílio, todas no original, com as capas viradas para frente! Incrível o que as pessoas fazem para aparecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Este à esquerda, sobre uma falha acentuada do piso, é Clodoaldo, que convidei só para ter alguém com o nariz maior que o meu no grupo. A sua frente, agachada para poder dialogar com ele, Jackie, sua mulher, outra integrante das Masoquistas Anônimas que veio à reunião. Mulher de coragem, porém, ao contrário de Dona Branca, mostrou o rosto. Veja que santa. Ela ainda ri!</p>
<p style="text-align: justify;">O terceiro é Edu. Puxou a camisa acintosamente, notem, só para cobrir o dicionário de suaíli ali na última prateleira, ao lado do Houaiss. Por algum motivo, achou que jogaríamos futebol depois do jantar, daí ter vindo de bermuda e chuteiras. Talvez por esse detalhe e apesar de ter ficado pouco tempo na festa, causou forte impressão nos presentes. Principalmente no piso de madeira.</p>
<p style="text-align: justify;">A mão com copo não conheço. Acho que entrou de penetra. Ou talvez seja do jacaré, não sei. Como que jacaré? Já falei, pô!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5. &#8220;Essa Coisinha Cheia de Botões? É? Não! Celular? Ahnnn! E se Come?&#8221;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/dsc00047-1.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-1778" title="Oh, um celular!" src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/dsc00047-1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Outra tentativa frustrada de fotografar a estante. Vejam de que maneira patética Clodoaldo e Edu, fingindo que nunca viram um celular na vida, procuram afetar espontaneidade e atrapalham voluntariamente a foto.</p>
<p style="text-align: justify;">Perceba também que, desgostosa e solitária, a estante já havia bebido um pouco além da conta. Ou isso, ou se exibia para a geladeira, realizando seu número circense predileto, em que imita a Torre de Pisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Este em primeiro plano, que faz questão de mostrar uma glote recém-adquirida, é Léo, filho de Sandra Pontes, que talvez seja aquela sem nuca na terceira foto, mas acho que não, porque não encontramos nuca nenhuma no dia seguinte e ela chegou com uma, tenho certeza.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora me digam: quem é que tá ali em segundo plano, ao lado de Edu e Clodoaldo? Ahn? Hein? Ha! Eu disse que o jacaré tinha vindo, rapaz, não tô louco!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(ATENÇÃO. CHEGAM NOTÍCIAS DO HADES DOS APARELHOS DIGITAIS QUE DÃO CONTA DE QUE TÉCNICOS ACABAM DE RETIRAR UM PEDAÇO DE HAMBÚRGUER PERDIGÃO <em>TEMPERO SUAVE</em> E MEIO SACOLÉ DE MORANGO DO INTERIOR DE NOSSA FALECIDA MÁQUINA. POR ACASO, RECUPERARAM COM ELES UMA DERRADEIRA FOTO, REVELADORA DO FINAL DA FESTA E, QUIÇÁ, DO MUNDO COMO O CONHECEMOS. AGUARDEM. PUBLICO ESSA ÚLTIMA IMAGEM DO ENCONTRO AMANHÃ.)</strong></p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/na-praia-de-nudismo/"  rel="bookmark" title="14 de junho de 2007">NA PRAIA DE NUDISMO</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/ironia-pelos-dias-que-correm/"  rel="bookmark" title="13 de fevereiro de 2008">IRONIA PELOS DIAS QUE CORREM</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/de-como-passei-por-uma-experiencia-metafisica/"  rel="bookmark" title="28 de abril de 2008">DE COMO PASSEI POR UMA EXPERIÊNCIA METAFÍSICA</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/bem-sucedida-visita-a-um-casal-de-amigos-virtuais-2/"  rel="bookmark" title="8 de agosto de 2007">BEM-SUCEDIDA VISITA A UM CASAL DE AMIGOS VIRTUAIS (2)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/axe-music/"  rel="bookmark" title="21 de março de 2007">AXÉ MUSIC</a></li>
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		<title>CHEZ LES LEAL (1)</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 04:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[TODOS OS TEXTOS]]></category>

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		<description><![CDATA[
Dias atrás, após negociações intensas com as baratas e algum oferecimento de propina aos ratos, abrimos a mansão para receber convidados ilustres, queridos e simpáticos — e Branco Leone também. A reunião foi barulhenta, desnecessária e desagradável. Essa, pelo menos, é a opinião consensual dos vizinhos.
Abaixo, descrevo os cinco momentos mais marcantes do encontro. Coincidentemente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/jan-de-bray_1669_detail_banquet-of-antony-and-cleopatra.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1767" title="Abaixo, no canto direito da tela, Branco Leone observa o desenrolar da festa." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/jan-de-bray_1669_detail_banquet-of-antony-and-cleopatra.jpg" alt="" width="240" height="220" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dias atrás, após negociações intensas com as baratas e algum oferecimento de propina aos ratos, abrimos a mansão para receber convidados ilustres, queridos e simpáticos <span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> e Branco Leone também. A reunião foi barulhenta, desnecessária e desagradável. Essa, pelo menos, é a opinião consensual dos vizinhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo, descrevo os cinco momentos mais marcantes do encontro. Coincidentemente, os únicos que restaram registrados depois que a câmera fotográfica, por motivos que só um <em>expert</em> em aparelhos digitais saberia explicar, resolveu se esconder dentro do congelador, de onde foi retirada no dia seguinte com a pele ótima. Não funciona para mais nada, é verdade. Em compensação, é agora a única em sua categoria com duas opções de sabor: acém ou sorvete de baunilha.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. O Surdo e a Fera</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/dsc00046-1.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-1751" title="O Surdo e a Fera" src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/dsc00046-1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Recém-saído da caverna que habita há oito anos, ainda desacostumado à luz e sob influência de substâncias não recomendadas pelo Ministério da Saúde, como Nova Schin quente, Diego Jock medita sobre a natureza dos fótons e sua relação com a filosofia de Heráclito de Éfeso.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao lado de Diego e em sua clássica posição <em>Jeannie é um gênio</em>, Branco Leone tenta controlar os efeitos da gravidade sobre corpos embriagados e a queda dos cabelos utilizando a força do pensamento. Não consegue, é óbvio, pois se trata de coisa comprovadamente impossível. Sobretudo para quem é incapaz de produzir qualquer tipo de pensamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, completando o trio, vemos a barriga de Branco Leone, que não só veio, conversou com todos e se divertiu bastante, como quando o Surdo do Cambuci precisou voltar para casa mais cedo por conta de um acidente com seu fraldão geriátrico, permaneceu na festa, divertindo os convivas, sempre simpática.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. Do Amor Entre Iguais e da Lógica dos Números</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/dsc00048-1.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-1757" title="Amor e Lógica" src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/dsc00048-1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui, vemos o momento preciso em que Taja Passos demonstra empiricamente dominar a tabuada do cinco para uma Luciana que parece não acreditar muito.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Fala a verdade, quantas você já tomou? <span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> pergunta esta.<br />
<span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Só dez <span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> sinaliza Taja.</p>
<p style="text-align: justify;">As roupas ao fundo são de Branco Leone e Diego Jock, que, após terem passado a noite conversando, entre risinhos e olhares cúmplices, sumiram durante meia hora e retornaram suados e exaustos. Provável resultado do calor de 14 graus que fazia àquela noite.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. O Trabalho Enobrece as Mulheres</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/dsc00049-1.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-1758" title="O Trabalho Enobrece as Mulheres" src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/dsc00049-1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ah, minha foto preferida! Pega em flagrante comendo bolacha enquanto as convidadas se matavam de trabalhar na cozinha, minha mulher demonstra toda sua capacidade de cooperação e sentido de grupo, além da esmerada educação gaúcha, tradicional, que recebeu. Ao perceber a câmera, alegre, fecha rapidamente a boca e utiliza código visual próprio dela para indicar que terei dores nas costas na manhã seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;">A de nuca, ao fundo, é a coitada que teve o desprazer e a imprudência de casar com Branco Leone. E não apenas isso, como convive com ele há mais de sete anos sob o mesmo teto, o que em algumas sociedades é considerado atentado gravíssimo ao pudor e dá até cadeira elétrica. Virou-se de costas e pediu para não ser identificada, porque humilhação também tem limite.</p>
<p style="text-align: justify;">A sem nuca não tenho a mínima idéia de quem seja, pois àquela altura já estava embriagado. Ou ninguém tá vendo a sem nuca? Ali, gente, do lado do jacaré cor-de-rosa. Ora, que jacaré!</p>
<p style="text-align: justify;">Essa foto foi um oferecimento dos colchões Ortobom.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(CONTINUA AMANHÃ)</strong></p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/crentes/"  rel="bookmark" title="5 de março de 2008">CRENTES</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/estreia/"  rel="bookmark" title="19 de março de 2008">ESTRÉIA</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/chez-les-leal-3/"  rel="bookmark" title="6 de novembro de 2008">CHEZ LES LEAL (3)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/mais-uma-genial-ideia-minha-como-contribuicao-para-o-progresso-do-brasil-e-a-evolucao-da-humanidade/"  rel="bookmark" title="4 de abril de 2007">MAIS UMA GENIAL IDÉIA MINHA COMO CONTRIBUIÇÃO PARA O PROGRESSO DO BRASIL E A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/sonho/"  rel="bookmark" title="10 de outubro de 2008">SONHO</a></li>
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		<title>CAVALOS-MARINHOS</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 04:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[
— É esperma!
— Ui, que nojo! Eu disse pra gente não vir aqui, a comida é ruim, cara, o uísque é falsificado e agora essa: a pessoa corre o risco de voltar pra casa grávida. Onde? No purê ou no arroz?
— Não, naquela composição&#8230;
— Veja só o tipo de gente que freqüenta o local. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/the-enraged-musician_detail_1741_william-hogarth.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1734" title="O rock nacional já fazia vítimas no século XVIII." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/the-enraged-musician_detail_1741_william-hogarth.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> É esperma!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Ui, que nojo! Eu disse pra gente não vir aqui, a comida é ruim, cara, o uísque é falsificado e agora essa: a pessoa corre o risco de voltar pra casa grávida. Onde? No purê ou no arroz?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Não, naquela composição&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Veja só o tipo de gente que freqüenta o local. O sujeito aproveita o jantar pra se masturbar sobre o arranjo de flores. Pensando numa alface, provavelmente. Vam&#8217;bora, vem.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Senta aí, tô falando da composição, da música, aquela musiquinha&#8230; daquele menino, o&#8230; Russo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Que russo, Pedro Paulo?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Aquele que era gay, como é o nome dele?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Nureyev?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Renato&#8230; Renato Russo. Pois então, aquela musiquinha que tava tocando agora há pouco&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Te lembrou de esperma? Olha, desconheço teu passado sexual e não falo nada sobre desempenho, mas devo dizer que comigo a trilha sonora dos teus relacionamentos melhorou bastante, ao que parece. Até hoje, pelo menos, venho conseguido gozar sem ter que tapar os ouvidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Você sabe por acaso de que música eu tô falando?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Não, mas se é de Renato Russo deve envolver versículos bíblicos, índios, alguns erros de concordância e durar pelo menos dez minutos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Que preconceito. O rapaz até que não era dos piores.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Sua escala de piores abrange Humberto Gessinger ou você pára em Kid Abelha? A minha inclui até Marquinhos Moura e Kátia, e digo a você que o rapaz tá pela base, mais pra perto da Sarajane. Aquela dos cavalos-marinhos então é de matar! O sindicato dos cavalos-marinhos devia exigir reparação. <em>(Cantando.)</em> &#8220;Cava-looos&#8230; mari-nhooos&#8230;&#8221; Por que o infeliz enfiou cavalos-marinhos ali no final da música, meu Deus? Tanto fazia dizer cavalos-marinhos como bananas-da-terra ou caroços de jaca, quer dizer, o negócio não tem sentido. <em>(Cantando.)</em> &#8220;Sarga-çooos&#8230; verdi-nhooos&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Tá, tudo bem, não falo da dos cavalos-marinhos. A dos cavalos-marinhos devia ser citada na Corte Internacional de Haia. E também não tô me referindo à música em si, se é que se pode chamar <em>rock</em> de música sem que o termo englobe também o ronco de motor de caminhão e aquele <em>tssss</em> de quando se abre latinha de cerveja. Mas você há de convir que essa do esperma, por exemplo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> <em>(Cantando.)</em> &#8220;Para-lééé&#8230; lepípe-dooos&#8230;&#8221; Incrível. Isso merecia um estudo psicanalítico. Deve ter algum sentido esotérico, porque o sujeito não chega assim de repente e diz &#8220;cavalos-marinhos&#8221; do nada. Tipo: &#8220;Obrigado, doutor. Boa noite e cavalos-marinhos pro senhor também&#8221;. Ou: &#8220;O tempo tá péssimo hoje. Ou chove, ou cavalos-marinhos; das duas, uma&#8221;. Ou ainda: &#8220;O ceticismo contemporâneo, resultado da desconstrução oitocentista da moral cristã, empreendida, entre outros, por Nietzsche, tem como conseqüência, de um lado, o hedonismo pós-moderno e, de outro, cavalos-marinhos&#8221;. Não dá!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Você tá escutando o que eu tô dizendo?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> <em>(Cantando.)</em> &#8220;Arroz beeem&#8230; fresqui-nhooo&#8230;&#8221; Ou então foi promessa. Você sabe, o sujeito morrendo e tal, se apega a tudo. Alguém deve ter dito: &#8220;Coloca ‘cavalos-marinhos&#8217; numa letra. ‘Cavalos-marinhos&#8217;, não esquece. É batata&#8221;. Ou, por fim, vai ver que, pensando no Paraíso, decidiu se filiar a uma ONG que cuida de bichos que têm nome composto e referente a um dos quatro elementos da natureza. Pena que morreu cedo, senão teria escrito algo bonito sobre as lagartas-de-fogo também. <em>(Cantando.)</em> &#8220;Lagar-taaas&#8230; de fogui-nhooo&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Esquece. Só tava querendo explicar que aquela que diz: &#8220;Aquele gosto amargo do teu corpo ficou na minha boca por mais tempo&#8221; etc., quer dizer, essa que acabou de tocar aí, deve ser uma referência a esperma, você não acha? Digo, o sujeito era gay e, enfim, pode ter sido uma maneira sutil de&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Ah, eu sei de qual você tá falando! Por que não disse logo? É a do barco a motor! Putz, a do barco a motor não dá, Pedro Paulo. &#8220;Tão certo quanto o erro de ser barco a motor e insistir em usar os remos é o mal que a água faz quando se afoga&#8221;. Pede a conta. Essa metáfora do barco a motor, vou te contar, nem Gilberto Gil em suas melhores entrevistas. A poesia fonética de Daniil Kharms faz mais sentido. Fico imaginando uma composição de Renato Russo com Djavan. Seriam necessários uma junta de lacanianos e um cachimbo de ópio pra entender. A conta, anda. Ah, e não precisa pedir sobremesa. Quando chegar em casa, vou comer algo mais saudável. Nossa coleção de Cole Porter, talvez.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> Peraí, por que cê tá levantando? Deixa de&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">—</span> <em>(Cantando.)</em> &#8220;Vou no bããã&#8230; nheiri-nhooo&#8230;&#8221;</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/a-ordem-universal-acustica-dos-tocadores-de-violao-de-boteco/"  rel="bookmark" title="12 de março de 2007">A ORDEM UNIVERSAL ACÚSTICA DOS TOCADORES DE VIOLÃO DE BOTECO</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/bravo-forte-filho-do-norte-5/"  rel="bookmark" title="29 de maio de 2007">BRAVO, FORTE, FILHO DO NORTE (5)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/na-oficina-mecanica/"  rel="bookmark" title="13 de março de 2007">NA OFICINA MECÂNICA</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/classico-italiano-%e2%80%93-primeiro-tempo/"  rel="bookmark" title="17 de setembro de 2007">CLÁSSICO ITALIANO – PRIMEIRO TEMPO</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/musa-contemporanea/"  rel="bookmark" title="3 de agosto de 2007">MUSA CONTEMPORÂNEA</a></li>
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		<item>
		<title>SURUBA DOS SANTOS (08/09/2008 – 30/10/2008)</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 06:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[NOTAS E AVISOS]]></category>

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		<description><![CDATA[
Suruba se foi, mas manteve a coerência até o fim.
Viveu abrindo buracos, desce a um derradeiro após a morte.
Benditos os vermes, que serão os últimos a comê-la.
Convido todos para a cerimônia, a ser realizada aqui.
Leia também:PONTO G

UMA CPI NUM FUTURO NÃO MUITO DISTANTE

IMPOSTO, MAS COM JEITINHO

EM DEFESA DA VIDA

MÁS INFLUÊNCIAS
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/thomas_rowlandson_detail_1756-1827_london_2.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1725" title="Por conta da preguiça dos autores, Suruba acabou na mão." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/thomas_rowlandson_detail_1756-1827_london_2.jpg" alt="" width="240" height="233" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Suruba se foi, mas manteve a coerência até o fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Viveu abrindo buracos, desce a um derradeiro após a morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Benditos os vermes, que serão os últimos a comê-la.</p>
<p style="text-align: justify;">Convido todos para a cerimônia, a ser realizada <a href="http://suruba.opensadorselvagem.org/"  target="_blank">aqui</a>.</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/ponto-g/"  rel="bookmark" title="28 de março de 2007">PONTO G</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/uma-cpi-num-futuro-nao-muito-distante/"  rel="bookmark" title="6 de abril de 2007">UMA CPI NUM FUTURO NÃO MUITO DISTANTE</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/imposto-mas-com-jeitinho/"  rel="bookmark" title="9 de março de 2007">IMPOSTO, MAS COM JEITINHO</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/em-defesa-da-vida/"  rel="bookmark" title="11 de maio de 2007">EM DEFESA DA VIDA</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/mas-influencias/"  rel="bookmark" title="22 de março de 2007">MÁS INFLUÊNCIAS</a></li>
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		<item>
		<title>SURUBA NO LEITO</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 04:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[NOTAS E AVISOS]]></category>

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		<description><![CDATA[
Não queria falar nada, para não assustá-los, mas a verdade é que&#8230; Bem, não há uma maneira fácil de dizer isso, então&#8230; Eu, o que acontece&#8230; o que acontece é que eu preciso&#8230; Suruba, a nossa querida Suruba&#8230; ela&#8230; Suruba tá morrendo. Pronto, disse. Os médicos não lhe dão mais de vinte e quatro horas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/thomas_rowlandson_detail_1756-1827_london.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1718" title="Suponho que a fila será enorme no velório da moça." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/thomas_rowlandson_detail_1756-1827_london.jpg" alt="" width="240" height="233" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Não queria falar nada, para não assustá-los, mas a verdade é que&#8230; Bem, não há uma maneira fácil de dizer isso, então&#8230; Eu, o que acontece&#8230; o que acontece é que eu preciso&#8230; Suruba, a nossa querida Suruba&#8230; ela&#8230; Suruba tá morrendo. Pronto, disse. Os médicos não lhe dão mais de vinte e quatro horas de sexo.</p>
<p style="text-align: justify;">Morre em função de uma moléstia incurável, bastante comum no Brasil. Alguns têm preconceito contra o termo, mas eu falo: tá morrendo de preguiça.</p>
<p style="text-align: justify;">Não que ela esteja doente. Foi vitimada pela enfermidade que atinge os autores da novela. Estes, ironicamente, estão saudáveis, sorridentes, corados, fazendo planos para o futuro. Um deles, inclusive, é parar de escrever a novela.</p>
<p style="text-align: justify;">Os estertores da heroína <a href="http://suruba.opensadorselvagem.org/"  target="_blank">começam aqui</a>. E amanhã acontece o impensável até mesmo para os mais tarados: uma Suruba sob sete palmos de terra. Confiram.</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/redacao-de-volta-das-ferias/"  rel="bookmark" title="5 de fevereiro de 2007">COOPER DE VOLTA DAS FÉRIAS</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/pequenos-incidentes-ocorridos-na-palestina-ha-cerca-de-dois-mil-anos-3/"  rel="bookmark" title="27 de julho de 2007">PEQUENOS INCIDENTES OCORRIDOS NA PALESTINA HÁ CERCA DE DOIS MIL ANOS (3)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/terrorismo/"  rel="bookmark" title="6 de junho de 2007">TERRORISMO (1)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/pela-pena-de-morte-para-garrafas-de-cerveja/"  rel="bookmark" title="9 de maio de 2008">PELA PENA DE MORTE PARA GARRAFAS DE CERVEJA</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/a-dificil-arte-de-agradar-as-mulheres/"  rel="bookmark" title="19 de fevereiro de 2007">A DIFÍCIL ARTE DE AGRADAR AS MULHERES</a></li>
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		<item>
		<title>LIVRO</title>
		<link>http://marconileal.opensadorselvagem.org/livro/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 07:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[NOTAS E AVISOS]]></category>

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		<description><![CDATA[
Sei que muitos de vocês devem estar pensando que morri. Sinto informar que não. Ou, se morri, devo dizer que o inferno é bem pior do que pintam os teólogos, pois se parece bastante com São Paulo.
A razão de meu afastamento é outra: a falta de critério do mercado editorial brasileiro, que leva uma editora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/madonna-des-kanonikus-georg-van-der-paele_detail_jan_van_eyck_1436.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1713" title="Com a bíblia em mãos, confiante, o autor do blog repete as palavras sagradas: - Bechara é meu pastor e pleonasmo me faltará." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/madonna-des-kanonikus-georg-van-der-paele_detail_jan_van_eyck_1436.jpg" alt="" width="240" height="235" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sei que muitos de vocês devem estar pensando que morri. Sinto informar que não. Ou, se morri, devo dizer que o inferno é bem pior do que pintam os teólogos, pois se parece bastante com São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">A razão de meu afastamento é outra: a falta de critério do mercado editorial brasileiro, que leva uma editora nacional a se dispor a publicar meu primeiro livro para adultos. Uma temeridade sob todos os sentidos, a começar pelo fato de que vou escrever para uma faixa etária acima da minha.</p>
<p style="text-align: justify;">Seja como for, a verdade é que nos próximos meses deixarei a crítica estéril e farei também minha parte para piorar a literatura nacional. Tarefa difícil, tudo bem, mas estou me empenhando. Já comecei, inclusive, a abolir a pontuação e a inventar neologismos. O próximo passo é abandonar os clássicos e ir ao festival de Parati dissertar sobre algum assunto que desconheça. Estou pensando em partículas subatômicas ou novela das sete.</p>
<p style="text-align: justify;">Em suma, estive trabalhando no livro e agora que voltei a dormir mais de uma hora por dia e parei de ter pesadelos com crases e travessões (um dia ainda conto como é ser degolado por um ponto-e-vírgula), pretendo voltar à normalidade. Digo, ao meu natural, já que, segundo meu psiquiatra, a normalidade está para mim como a música para Ivete Sangalo. Com pernas mais finas, claro.</p>
<p style="text-align: justify;">Superada momentaneamente, pelo menos, a obsessão com gramática e ortografia, pretendo retomar o blog amanhã ou depois. Portanto, esp&#8230; Peraí, &#8220;obsessão&#8221; é com três &#8220;ss&#8221;? Impossível. Vou ao Aurélio e já volto. Aguardem.</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/estou-parando-de-fumar-2/"  rel="bookmark" title="16 de junho de 2007">ESTOU PARANDO DE FUMAR (2)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/do-po-vieste-a-privada-retornaras-4/"  rel="bookmark" title="5 de julho de 2007">DO PÓ VIESTE E À PRIVADA RETORNARÁS (4)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/por-um-mundo-mais-limpo/"  rel="bookmark" title="28 de fevereiro de 2007">POR UM MUNDO MAIS LIMPO</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/bravo-forte-filho-do-norte-1/"  rel="bookmark" title="25 de maio de 2007">BRAVO, FORTE, FILHO DO NORTE (1)</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/axe-music/"  rel="bookmark" title="21 de março de 2007">AXÉ MUSIC</a></li>
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		</item>
		<item>
		<title>O SUBPENSAMENTO VIVO DE MARCONI LEAL (14)</title>
		<link>http://marconileal.opensadorselvagem.org/o-subpensamento-vivo-de-marconi-leal-14/</link>
		<comments>http://marconileal.opensadorselvagem.org/o-subpensamento-vivo-de-marconi-leal-14/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 03:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[O SUBPENSAMENTO VIVO DE MARCONI LEAL]]></category>

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		<category><![CDATA[auto-ajuda]]></category>

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		<description><![CDATA[
A idéia de que a humanidade se constitui quase que inteiramente de idiotas é extremamente desabonadora para os idiotas.
***
O pensamento racional está para a vida biológica como a masturbação está para a vida sexual.
***
A Suécia é um país tão perfeito que lá os livros de auto-ajuda ensinam o sujeito a ser fracassado e infeliz.
***
O Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/public-domain_brehms-tierleben_1887.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1709" title="O autor em momento de descontração." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/public-domain_brehms-tierleben_1887.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A idéia de que a humanidade se constitui quase que inteiramente de idiotas é extremamente desabonadora para os idiotas.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: justify;">O pensamento racional está para a vida biológica como a masturbação está para a vida sexual.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: justify;">A Suécia é um país tão perfeito que lá os livros de auto-ajuda ensinam o sujeito a ser fracassado e infeliz.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil é o único país do mundo onde há mais escritores que pessoas alfabetizadas.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Obra Aberta</em> é um título de livro enganador. Meu exemplar, por exemplo, comprado em 92, continua fechado até hoje.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Todo o modernismo brasileiro tem um único significado: trata-se de uma tentativa de levar José de Alencar à UTI. E isso, mesmo ante o fato inelutável de que José de Alencar já nasceu morto.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Grosso modo, a Espanha desenvolveu sua tradição literária a partir de Cervantes; a Inglaterra, de Shakespeare; a Itália, de Dante; Portugal, de Camões. Seguindo o exemplo desses países e possuindo um gênio como Machado de Assis, o Brasil também desenvolveu sua tradição literária: a partir de José de Alencar.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Em música popular, me atenho ao <em>Great American Songbook</em>. Na clássica, acho Beethoven muito moderno. Meu conceito de literatura abrange apenas os movimentos surgidos até os Oitocentos. Nas artes plásticas, não acompanho o produzido depois de Turner. E, em se tratando de mulheres, gosto das com barriga. Por isso, apesar do susto, respirei aliviado ao ser assaltado outro dia. Quando vi dois sujeitos me cercando de arma em punho, pensei, a princípio, que eram técnicos do Ibama.</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/pequena-historia-do-futebol/"  rel="bookmark" title="15 de outubro de 2008">PEQUENA HISTÓRIA DO FUTEBOL</a></li>

<li><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/grampos-em-brasilia/"  rel="bookmark" title="5 de setembro de 2008">GRAMPOS EM BRASÍLIA</a></li>

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		<title>PEQUENA HISTÓRIA DO FUTEBOL</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 04:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
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Esporte mais popular do mundo, o futebol é praticado desde a Antiguidade. Sabe-se, por exemplo, que o time capitaneado por Hércules derrotou o selecionado de Lerna e mais outras onze equipes, tornando-se o primeiro campeão da Liga de Delos. Não se pode esquecer tampouco o esquadrão da Grécia vencedor de uma peleja mitológica contra Tróia, terminada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/galileo-galilei_by_ottavio-leoni_1578-1630_detail.jpg" ><img class="alignnone size-medium wp-image-1680" title="Galileu Galilei descobriu a bola de futebol, coisa que, quatro séculos depois, os jogadores do Sport não fizeram ainda." src="http://marconileal.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/galileo-galilei_by_ottavio-leoni_1578-1630_detail.jpg" alt="" width="240" height="233" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Esporte mais popular do mundo, o futebol é praticado desde a Antiguidade. Sabe-se, por exemplo, que o time capitaneado por Hércules derrotou o selecionado de Lerna e mais outras onze equipes, tornando-se o primeiro campeão da Liga de Delos. Não se pode esquecer tampouco o esquadrão da Grécia vencedor de uma peleja mitológica contra Tróia, terminada aos cinco anos do segundo tempo, quando os gregos conseguiram penetrar a cidadela adversária com um gol de Cavalo.</p>
<p style="text-align: justify;">No Oriente, havia o Campeonato Pan-mesopotâmico, envolvendo potências como Egito, Babilônia, Tiro e Sidon, e sempre vencido pelos fenícios, que escreviam as regras a seu favor. Por esse tempo foi que Davi derrotou Golias com um tirombaço de direita, conquistando a cobiçada Copa de Canaã para os hebreus. O que leva muitos judeus a dizerem até hoje que Deus é israelita.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os romanos, o clássico Cristãos x Leões (o chamado Letão) lotava o Coliseu. <em>Patres familias</em> de toda a península se reuniam nos finais de semana, iam ao estádio, comiam, bebiam e torciam, exatamente como agora. Também como atualmente, a comida nesses ambientes era de péssima qualidade. Sobretudo para os leões.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Idade Média, por sua vez, uma pequena modificação foi introduzida no esporte, que passou a ser praticado com bala de canhão. O conceito permanecia o mesmo, com a diferença de que a bola é que chutava os jogadores. Foi, aliás, indignado com isso e desejando um retorno às antigas normas futebolísticas que o escrete composto por Dürer, no gol; Da Vinci, Michelangelo, Shakespeare e Montaigne, na defesa; Rabelais, Rembrandt, Cervantes e Rafael, no meio-campo; e Camões e Cláudio Adão, no ataque, inventou o Renascimento F.C e o chamado &#8220;futebol-arte&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, foi apenas a partir de 1632, quando Galileu descobriu que a bola era redonda e girava em torno do seu eixo que o futebol se estabeleceu como hoje o conhecemos. Até aquele momento, na falta dela, muitas partidas eram disputadas com pepitas de ouro e caixotes de especiarias, o que fazia do esporte uma atividade dolorosa, perdendo apenas, em grau de insalubridade, para outros desportos em voga, como criticar o papa e contrair Peste Negra.</p>
<p style="text-align: justify;">Por conta dessa novidade, a International Inquisition Board, órgão que controla o futebol no mundo, afirmou que Galileu havia ido longe demais e, pior, que só havia um marcador entre ele e a linha de fundo. Galileu rebateu a acusação, dizendo que quem estava na banheira, muito antes dele, era Arquimedes. Uma mentira facilmente contestada, pois àquela altura Arquimedes estava morto em campo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não houve argumento, o Tribunal de Santa Justiça Desportiva mandou o cientista para o calabouço mais cedo e ameaçou escalá-lo na lateral para o próximo jogo entre Céu e Inferno. Vendo que lançavam uma bola na fogueira, Galileu voltou atrás e admitiu que a esfera não apenas era quadrada, mas cabeluda e cheia de furinhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria preciso esperar mais algumas décadas para que o meia-direita Isaac Newton desse novo impulso ao esporte. Impulso que o levaria bem mais longe não fosse a força de atrito. Cheio de conceitos modernos, Newton adita gravidade ao ludopédio, outrora tido como passatempo frívolo, utilizando-se de variáveis como espaço e tempo de partida e determinando que uma bola lançada para cima retornasse ao gramado com a mesma velocidade do chute inicial.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, apesar de modernamente inventado por um inglês, os bretões não conseguiram desenvolver o futebol a contento, em função de sua pouca habilidade. Você pega o selecionado britânico do século XVIII, por exemplo, e só encontra perna-de-pau, a começar por Barba Negra.</p>
<p style="text-align: justify;">No final do século XIX, Charles Miller trouxe duas bolas e um par de chuteiras para o Brasil e aconteceu o que todos já sabem: elas foram roubadas. Mas isso não fez esmorecer o ânimo desse bravo pioneiro. Setenta e duas bolas, 527 impostos de importação e 126 pagamentos de propina mais tarde, após muito esforço, Miller finalmente conseguiu explicar aos nativos o primeiro fundamento do esporte, ou seja, que a bola não é comestível.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir dali, o futebol teve um crescimento vigoroso no país, que conquistou cinco títulos mundiais e causa inveja às demais nações, pois é o único que conseguiu derreter sua própria taça. Esse sucesso faz com que o jogador de futebol, ao lado do dinheiro não declarado, seja atualmente nosso principal produto de exportação.</p>
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