Para

— E então, doutor?
— Bem, nós fizemos o que pudemos, mas…
— Não, não, por tudo o que há de mais sagrado, doutor, não me diga que o Aurélio está morto!
— Não, não morreu.
— Graças a Deus!
— Mas, infelizmente, ficou paravivo…

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— E aí, bicho? Fala!
— Bom, aí nós finalmente ficamos sozinhos.
— E rolou?
— Quase.
— Putz! Isso quer dizer o quê?
— Parassexo.

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— Como é que é? Não tenho direito à restituição?
— Tecnicamente, não.
— Quer dizer que quarenta por cento de tudo o que eu ganhei esse ano ficou pro governo?
— Uhm-hum, tecnicamente.
— Mas isso é um assalto!
— A senhora me desculpe, mas o termo técnico é pararroubo.

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— Então, Vossa Senhoria admite que esteve no escritório do ministro?
— Algumas vezes, Excelência. Apenas para fazermos sexo ou pra eu usar a escova de dente dele. Mas não o conheço pessoalmente.
— E a depoente quer que esta comissão acredite que isso é verdade?
— Sim, é a mais pura paraverdade, Excelência.

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— Maurício…
— Sim?
— Eu preciso te contar uma coisa.
— Que foi, mulher? Que cara é essa? Diz logo!
— Você precisa ser forte, Maurício.
— Ai, meu Pai, fala de uma vez, tô ficando preocupado!
— A verdade é que… (suspira) Maurício, o Ricardinho é teu parafilho!