Terrorismo

Dos animais irracionais, o ser humano é, sem dúvida, o mais apto a provocar danos aos seus semelhantes. Isso, claro, se excetuarmos espécies mais brutas, como os executivos de empresas de planos de saúde e, num grau um pouco menos nocivo, os dragões quando tentam tirar cisco do olho uns dos outros.

Ao longo dos séculos, os homens conseguiram desenvolver uma série de estratagemas e artefatos cujo único fim é machucar ou atentar contra a vida do seu próximo (facas, lanças, revólveres, canhões e CDs de country music). E não só dele, mas até mesmo de seus nem tão próximos assim (mísseis intercontinentais e Canal do Boi).

Dentre as atrocidades perpetradas pelo ser humano, o terrorismo é a mais execrável e absurda. Quer dizer, a parte do sujeito amarrar bombas no corpo e se matar, levando dezenas de pessoas consigo, eu entendo perfeitamente, afinal morei muito tempo com minha sogra. Mas, na minha opinião, condenar alguém a passar a eternidade num lugar com 72 virgens e sem Coca-Cola é de uma desumanidade ímpar.

É provável que pessoas dadas a práticas fesceninas — nenhuma delas leitora deste blog, evidentemente, cujos freqüentadores todos são puros como um personagem de Taunay — imaginem que a vida no paraíso islâmico proporcione um prazer infindo, que seja ele uma espécie de Restaurante Popular sempiterno, onde, a exemplo dos demais, se entra com um pau e se come o quanto quiser.

Humildemente, no entanto, gostaria de chamar a atenção desses merecedores da geena para o fato de que, como Camões, eles estão tendo uma visão parcial da questão.

Não duvido que a função de fornicar em grande volume com mulheres inexperientes tenha o seu lado positivo. Sobretudo se você não for uma das mulheres.

E aos que querem difamar o Éden do Corão, insinuando ser impossível que tenha jovens virgens, produto inexistente no Ocidente, afirmo sua ignorância crassa. Até porque, como todos sabem, lá a entrada de padres católicos é proibida.

Mas, a não ser que seja brasileiro e tenha um mandato eletivo renovável de quatro em quatro anos, é provável que você não passe o tempo todo pensando em f… com outras pessoas. E é aí que está o problema.